sexta-feira, 3 de junho de 2011

O ato de glorificar a Deus - Pt. 2


 
"Glória ≠ "Felicidade

 
Alguns de vocês, então, vão dizer: “Bem, esse cristianismo simplesmente não está funcionando. Não sou saudável, rico e sábio. Não está funcionando. Como eu deveria glorificar a Deus? Como eu deveria louvar a Deus? Como eu deveria agradecer a Deus por meu câncer? Meu comportamento desinteressante, meu desemprego, minha vida falida? Como eu deveria ser feliz, louvar a Deus em todas as circunstâncias? Você está louco? ‘Glorificai a Deus em todos os momentos.’ Falido. Desinteressante. Solteiro. Desempregado. Doente. Morrendo. Glorificar a Deus. Ah sim, isso é ótimo. Isso parece ótimo em para-choque de caminhão. Tente fazer isso. Isso não funciona”.
 
Na verdade, funciona. Se a sua religião é sobre glorificar a Deus quando você está rico, então quando você perder seu dinheiro, amaldiçoará a Deus. Se a sua religião é sobre glorificar a Deus quando você estiver saudável, então se ficar doente, você amaldiçoará a Deus.
 
Jesus foi assassinado e glorificou a Deus
 
“Vinde a Jesus, e ele vai tirar todo o seu sofrimento”, eles dizem. Você está brincando comigo? Você não viu o que fizeram com o cara? Ele foi espancado. Ele foi executado. Eles o assassinaram. Isso não pode ser para o nosso bem. Eles podem tratá-lo como fizeram com Jesus. E pode ser que isso não seja tão bom. Nós adoramos um cara que morreu por volta de seus 30 anos. Podemos não ter uma vida longa. Podemos não fazer uma montanha de dinheiro. Podemos não ter um cônjuge sexy. Podemos não ter alguns filhos bonitos.
 
Pode não ser bom. Pode ser muito difícil. Você pode fracassar. Você pode se divorciar. Você pode ter câncer. Você pode ser demitido, eu não sei. Você diz: “Bem, como eu poderia glorificar a Deus?” É possível, porque Jesus o fez.
 
Agora, alguns de vocês estão dizendo, “Eu não quero glorificar a Deus, eu quero ser feliz. Não quero ficar crucificado. Não quero falir. Não quero ter câncer. Não quero me divorciar. Não quero ser virgem. Fazem filmes sobre pessoas que são virgens, e são comédias. Não quero isso. Não é esse é o meu alvo.”
 
Somos satisfeitos muito facilmente - e por muito pouco
 
Quando se trata de viver para a glória de Deus ou para nossa felicidade, tendemos a buscar a felicidade e é aí que pecamos. O pecado é quando olhamos para as nossas opções e dizemos: “posso glorificar a Deus ou escolher o que acho que preciso para ser feliz. Vou comer um bolo de chocolate inteiro. Vou beber cerveja e vou ficar nu. Eu vou ser feliz. Não vou glorificar a Deus. Eu vou ser feliz com um bolo de chocolate, um engradado e com pessoas nuas. Isso vai me fazer feliz”. É por isso que escolhemos o pecado.
 
C.S. Lewis, em O Peso de Glória, fala sobre isso,
 
Nosso Senhor não acha que nossos desejos são muito forte, mas muito fracos. Somos criaturas que se entregam pela metade, perdendo nosso tempo com bebidas, sexo e ambições terrenas, quando nos é ofertada a alegria infinita. Somos como crianças ignorantes que querem persistir na brincadeira de fazer bolos de lama numa favela, porque não podem imaginar o significado de terem recebido o convite para passar uma temporada num maravilhoso hotel á beira mar. Nós nos satisfazemos com muito pouco.
 
Essa é a verdade. Jesus Cristo tira nossos pecados e nos dá Deus.
  • Você poderia ter Deus! Mas escolheu cerveja sem álcool?
  • Você poderia ter Deus! Mas escolheu a nudez?
  • Você poderia ter Deus! Mas escolheu glutonaria, loucura e revolta?
 Lewis diz que nos satisfazemos com muito pouco. Somos como Esaú, que trocou seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas.
 
Pecado é quando vemos nossas opções e dizemos: posso glorificar a Deus ou escolher o que preciso para ser feliz

Esta é a nossa mais profunda alegria
 
Sei que alguns de vocês estão pensando, “Mas eu quero que ele me dê um carro!” Não é um pecado ter um carro, e espero que ele te dê um carro. Espero que ele te dê um carro com rodas de liga leve. Mas eu tenho algo melhor do que um carro: Jesus vai te dar Deus. Outros dizem: “Mas eu queria que Jesus me desse um cônjuge”. Espero que ele te dê um cônjuge. Eu adoraria vê-lo se casar. Mas se ele te der ou não um cônjuge, eu tenho algo melhor do que isso: Deus.
 
Jesus nos dá Deus. Deus é o nosso maior tesouro, o nosso maior prazer, a nossa mais profunda alegria. A nossa felicidade mais profunda é que Deus nos ama, que Deus nos conhece, que Deus cuida de nós, que Deus se entregou por nós e que começamos a viver para sua glória. Não é o que nós temos, mas o que nós conseguimos. Nós conseguimos, finalmente, fazer a única coisa para a qual fomos feitos: para glorificar a Deus.

Mark Driscoll

Via Ipródigo

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